Liturgia do dia 22 de novembro de 2025

Santa Cecília, virgem e mártir

  • Reading 1 : 1 Maccabees 6:1-13
  • Responsorial Psalm : Psalm 9:2-3, 4 and 6, 16 and 19
  • Alleluia : See 2 Timothy 1:10
  • Gospel : Luke 20:27-40
  • Cor Litúrgica: Vermelho
  • Memória

Evangelho e leituras de hoje - 22 de novembro de 2025

A Liturgia do Dia é um presente diário da Igreja para nutrir nossa fé e orientar nossa vida espiritual. Por meio das leituras — Primeira Leitura, Salmo, Segunda Leitura (aos domingos) e Evangelho — ouvimos a voz viva de Deus que continua a falar ao Seu povo.

Essas palavras não são apenas memórias do passado, mas luz para o presente, capazes de transformar corações e renovar esperanças. Ao meditarmos a Liturgia, unimo-nos à Igreja no mundo inteiro e permitimos que o Espírito Santo aja em nós.

É um convite diário à conversão, à escuta e à fidelidade. Que a Palavra de Deus ilumine e conduza nosso caminho todos os dias.

Primeira Leitura

1Mc 6,1-13

Pelas iniquidades que pratiquei em Jerusalém,
com profunda angústia, vou morrer em terra estrangeira.

Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus 6,1-13

  Naqueles dias,

1 o rei Antíoco estava percorrendo as províncias mais altas do seu império, quando ouviu dizer que Elimaida, na Pérsia, era uma cidade célebre por suas riquezas,  sua prata e ouro,

 

2 e que seu templo era fabulosamente rico, contendo véus tecidos de ouro e couraças e armas ali deixadas por Alexandre,  filho de Filipe, rei da Macedônia, que fora o primeiro a reinar entre os gregos.

 

3 Antíoco marchou para lá  e tentou apoderar-se da cidade, para saqueá-la, mas não o conseguiu, pois seus habitantes  haviam tomado conhecimento do seu plano

 

4 e levantaram-se em guerra contra ele. Obrigado a fugir,  Antíoco afastou-se acabrunhado, e voltou para a Babilônia.

5 Estava ainda na Pérsia, quando vieram comunicar-lhe a derrota das tropas enviadas contra a Judeia.

6 O próprio Lísias, tendo sido o primeiro a partir de lá à frente de poderoso exército, tinha sido posto em fuga. E os judeus tinham-se reforçado em armas e soldados, graças aos abundantes despojos que tomaram dos exércitos vencidos.

7 Além disso, tinha derrubado a Abominação, que ele havia construído sobre o altar de Jerusalém. E tinham cercado o templo com altos muros, e ainda fortificado Betsur,  uma das cidades do rei.

8 Ouvindo as notícias, o rei ficou espantado e muito agitado. Caiu de cama e adoeceu de tristeza, pois as coisas não tinham acontecido segundo o que ele esperava.

9 Ficou assim por muitos dias, recaindo sempre de novo numa profunda melancolia, e sentiu que ia morrer.

10 Chamou então todos os amigos e disse: "O sono fugiu de meus olhos e meu coração desfalece de angústia.

11 Eu disse a mim mesmo: A que grau de aflição cheguei e em que ondas enormes me debato! Eu, que era tão feliz e amado,  quando era poderoso!

 

12 Lembro-me agora das iniquidades que pratiquei em Jerusalém. Apoderei-me de todos os objetos de prata e ouro que lá se encontravam, e mandei exterminar sem motivo  os habitantes de Judá.

 

13 Reconheço que é por causa disso que estas desgraças me atingiram, e com profunda angústia  vou morrer em terra estrangeira". Palavra do Senhor.

 

Salmo responsorial

Sl 9A(9),2-3.4 e 6.16b e 19 (R. cf. 15a)

R. Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!
 

2 Senhor, de coração vos darei graças, * as vossas maravilhas cantarei!

3 Em vós exultarei de alegria, * cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!  R.

 

4 Voltaram para trás meus inimigos, * perante a vossa face pereceram.

6 Repreendestes as nações, e os maus perdestes, * apagastes o seu nome para sempre.  R.

 

16b Os maus caíram no buraco que cavaram, * nos próprios laços foram presos os seus pés.

19 Mas o pobre não será sempre esquecido, * nem é vã a esperança dos humildes.  R.

 

Aclamação ao Evangelho

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; 
    fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis

Evangelho

Lc 20,27-40

Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 20,27-40

  Naquele tempo,

27 aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição,

28 e lhe perguntaram: "Mestre, Moisés deixou-nos escrito: 'se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão'.

29 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos.

30 Também o segundo

31 e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete:  todos morreram sem deixar filhos.

32 Por fim, morreu também a mulher.

33 Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela".

34 Jesus respondeu aos saduceus: "Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se,

35 mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos  e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento;

 

36 e já não poderão morrer,  pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram.

37 Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó.

38 Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele".

39 Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: "Mestre, tu falaste muito bem".

40 E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. Palavra da Salvação.

 

Santo do Dia

S. Cecília, virgem e mártir, no cemitério de Calisto
S. Cecília, virgem e mártir, no cemitério de Calisto
História e lenda se entrelaçam em torno da figura de Santa Cecília, virgem e mártir, que viveu em Roma entre os séculos II e III. Sua festa é celebrada em todo o mundo como Padroeira da música, dos músicos e dos cantores. A Igreja a recorda no dia 22 de novembro.  

A tradição narra que Cecília, nobre jovem romana, foi martirizada por volta do ano 230, durante o império de Alexandre Severo e o Pontificado de Urbano I. Seu culto é antiquíssimo: a Basílica a ela dedicada no bairro romano de Trastevere, é anterior ao edito de Constantino (313) e a festa em sua memória foi celebrada no ano 545.

A força do amor

A narração do seu martírio está contida na Passio Sanctae Caeciliae, um texto mais literário que histórico caracterizado por uma forte conotação lendária. Segundo a Passio, Cecília era esposa do patrício Valeriano, ao qual, no dia do matrimônio, revelou ter-se convertido ao Cristianismo e ter feito o voto de virgindade perpétua. Valeriano aceitou ser catequizado e batizado pelo Papa Urbano I. Logo depois, também seu irmão Tibúrcio abraçou a fé cristã. Em breve, ambos os irmãos foram presos, por ordem do prefeito Turcio Almachio; após serem torturados foram decapitados, juntos com Máximo, o oficial encarregado de levá-los ao cárcere; mas, ao longo do caminho, ele também se converteu.

A fé que vence a morte

Por conseguinte, Almachio decidiu também matar Cecília. No entanto, ele temia as repercussões por uma execução pública, visto a popularidade da jovem cristã. Então, após tê-la submetido a um julgamento sumário, mandou levá-la para a sua casa, onde foi trancada em uma terma, em altíssima temperatura, simulando uma morte por asfixia. Depois de um dia e uma noite, os guardas a encontraram, milagrosamente, viva, envolvida em um celeste refrigério. Assim, Almachio mandou decapitá-la. Mas, apesar de três golpes violentos na nuca, o algoz não conseguiu cortar sua cabeça. Cecília morreu após três dias de agonia, durante os quais doou todos os seus bens aos pobres, a sua casa à Igreja; não podendo mais pronunciar sequer uma palavra, continuou a professar a sua fé em Deus, Uno e Trino, apenas com os dedos das mãos, como o pintor Maderno a esculpiu na famosa estátua, que ainda se encontra sob o altar central da Basílica a ela dedicada.

O Evangelho no coração

A Lenda Áurea, - a coletânea medieval de biografias hagiográficas, composta em latim pelo dominicano, Jacopo de Varagine, que conta uma série de elementos narrativos da Passio, - narra que foi o próprio Papa Urbano I, com a ajuda de alguns diáconos, que sepultou o corpo da jovem mártir nas Catacumbas de São Calisto, em um lugar de honra, perto da cripta dos Papas. No ano 821, o Papa Pasqual I, grande devoto da santa, - invocada como “a virgem Cecília que trazia sempre em seu coração o Evangelho de Cristo” – transladou suas relíquias à cripta da Basílica de Santa Cecília, no bairro romano de Trastevere, edificada em sua memória.
Às vésperas do Jubileu de 1600, durante as obras de restauração da Basílica, a pedido do Cardeal Paulo Emílio Sfrondati, foi encontrado o sarcófago, com o corpo da jovem Santa, em ótimo estado de conservação, coberto com um vestido de seda e ouro.

Música e iconografia

Há uma conexão explícita entre Santa Cecília e a Música, documentada desde a Idade Média tardia.
O motivo deve-se a uma errada interpretação, segundo alguns, de um trecho da Passio; e, segundo outros, da antífona de entrada da Missa por ocasião da sua festa, onde se lê: “... enquanto os órgãos tocavam, ela canta, em seu coração, somente ao Senhor”.
A partir da segunda metade do século XV, em diversos lugares da Europa, a iconografia da Santa começa a proliferar-se e a enriquecer-se de elementos musicais.
O êxtase de Santa Cecília, obra-prima de Rafael para a igreja de São João no Monte, em Bolonha, - que a representa com uma mão em um órgão móvel e, em seus pés, vários instrumentos musicais – confirma a íntima ligação da mártir romana com a música. Ela já era invocada e celebrada como Padroeira dos músicos e cantores. Foi dedicada a ela a Academia de Música, fundada em Roma, em 1584.

Versículo do Dia

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3)

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