Liturgia do dia 15 de novembro de 2025

Sábado da Semana XXXII do Tempo Comum

  • Reading I: Wisdom 18:14-16; 19:6-9
  • Responsorial Psalm: Psalm 105:2-3, 36-37, 42-43
  • Alleluia: See 2 Thessalonians 2:14
  • Gospel: Luke 18:1-8
  • Cor Litúrgica: Verde

Evangelho e leituras de hoje - 15 de novembro de 2025

A Liturgia do Dia é um presente diário da Igreja para nutrir nossa fé e orientar nossa vida espiritual. Por meio das leituras — Primeira Leitura, Salmo, Segunda Leitura (aos domingos) e Evangelho — ouvimos a voz viva de Deus que continua a falar ao Seu povo.

Essas palavras não são apenas memórias do passado, mas luz para o presente, capazes de transformar corações e renovar esperanças. Ao meditarmos a Liturgia, unimo-nos à Igreja no mundo inteiro e permitimos que o Espírito Santo aja em nós.

É um convite diário à conversão, à escuta e à fidelidade. Que a Palavra de Deus ilumine e conduza nosso caminho todos os dias.

Primeira Leitura

Sb 18,14-16.19,6-9

O mar Vermelho tornou-se caminho desimpedido
por onde passaram como cordeiros saltando de alegria.

Leitura do Livro da Sabedoria 18,14-16; 19,6-9

14 Quando um tranquilo silêncio  envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio de seu curso,

15 a tua palavra onipotente, vinda do alto do céu, do seu trono real, precipitou-se, como guerreiro impiedoso, no meio de uma terra condenada ao extermínio; como espada afiada, levava teu decreto irrevogável;

16 defendendo-se, encheu tudo de morte e, mesmo estando sobre a terra, ela atingia o céu.

19,6 Então, a criação inteira, obediente às tuas ordens, foi de novo remodelada em cada espécie de seres, para que teus filhos fossem preservados de todo perigo.

7 Apareceu a nuvem para dar sombra ao acampamento, e a terra enxuta surgiu onde antes era água: o mar Vermelho tornou-se caminho desimpedido, e as ondas violentas  se transformaram em campo verdejante,

8 por onde passaram, como um só povo, os que eram protegidos por tua mão, contemplando coisas assombrosas.

9 Como cavalos soltos na pastagem e como cordeiros, correndo aos saltos, glorificaram-te a ti, Senhor, seu libertador. Palavra do Senhor.

 

Salmo responsorial

Sl 104(105),2-3.36-37.42-43 (R. 5a)

R. Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

2 Cantai, entoai salmos para ele, * publicai todas as suas maravilhas!

3 Gloriai-vos em seu nome que é santo, * exulte o coração que busca a Deus!  R.


36 Matou na própria terra os primogênitos, * a fina flor de sua força varonil.

37 Fez sair com ouro e prata o povo eleito, * nenhum doente se encontrava em suas tribos.  R.


42 Ele lembrou-se de seu santo juramento, * que fizera a Abraão, seu servidor.

43 Fez sair com grande júbilo o seu povo, * e seus eleitos, entre gritos de alegria.  R.

 

Aclamação ao Evangelho

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Pelo Evangelho o Pai nos chamou, 
    a fim de alcançarmos a glória 
    de nosso Senhor Jesus Cristo.

Evangelho

Lc 18,1-8

Deus fará justiça aos seus
escolhidos, que dia e noite gritam por ele.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 18,1-8

  Naquele tempo,

1 Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo:

2 "Numa cidade havia um juiz  que não temia a Deus, e não respeitava homem algum.

3 Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: 'Faze-me justiça contra o meu adversário!'

4 Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: 'Eu não temo a Deus,  e não respeito homem algum.

5 Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!'"

6 E o Senhor acrescentou: "Escutai o que diz este juiz injusto.

7 E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar?

8 Eu vos digo  que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?" Palavra da Salvação.

 

Santo do Dia

S. Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja, dominicano
S. Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja, dominicano
Alberto, "Doutor universal" e grande reformador da Ordem Dominicana, recebeu, em sua existência, o apelido de Magno, isto é, Grande. Foi mestre de São Tomás de Aquino e dedicou toda a sua vida ao ensino, que preferia, e aos encargos que lhe foram atribuídos, até à sua morte em 1280.  

Alberto nasceu na Alemanha, por volta de 1200, no seio de uma família de condes, Bollstadt. Ao crescer, foi enviado para estudar em Pádua, uma cidade excelente de artes liberais, mas também em Bolonha e Veneza.
Como jovem estudante, era realmente brilhante, mas quando foi chamado para aprofundar o estudo de Teologia, em Colônia, encontrou muitas dificuldades, a ponto vacilar na fé. Sua salvação foi a grande devoção que nutria pela Virgem, que nunca o abandonou.

Chamada para a Ordem dos Pregadores

Na Itália, Alberto conheceu os Padres Dominicanos, a Ordem dos Pregadores, e percebeu que era aquela a sua estrada: recebeu o hábito religioso das mãos do Beato Jordano da Saxônia, sucessor imediato de São Domingos. Assim, foi enviado, primeiro, a Colônia e, depois, a Paris, onde, por alguns anos, ocupou a cátedra de Teologia e também conheceu seu aluno mais talentoso: Tomás de Aquino, que o levou consigo quando a Ordem o enviou, novamente, a Colônia, para dar início ao estudo teológico.

Amor pelo ensino e o encontro com Tomás

O ensino foi a maior paixão de Alberto, depois daquela pelo Senhor. Em Colônia, junto com Tomás, conseguiu fazer grandes coisas, tanto que recebeu o apelido de "Magno", isto é, Grande. Ambos empreenderam o ambicioso projeto de comentar a obra de Dionísio, o Areopagita, e os escritos de Aristóteles sobre filosofia natural.
Desta forma, Alberto conseguiu descobrir o ponto de encontro entre os dois grandes estudiosos da antiguidade sobre a doutrina da alma: colocada por Deus na obscuridade do ser humano, ela se expressa no conhecimento e, precisamente nesta atividade complexa e maravilhosa, revela a sua natureza e a sua origem divina. Com esta síntese, entre a sabedoria dos Santos, o conhecimento humano e a ciência da natureza, Alberto deu um profundo impulso à orientação mística da Ordem, à qual pertencia, confiando a pesquisa filosófico-teológica ao fiel Tomás.

Em Roma, com o Papa

No Capítulo Geral dos Dominicanos, que se realizou em Valenciennes, em 1250, Alberto elaborou, com Tomás, normas para a direção dos estudos e a determinação do sistema de méritos no âmbito da Ordem. Por isso, quatro anos depois, deixou o ensino e foi "promovido" como Provincial na Alemanha.
Com este cargo, em 1256, foi a Roma para defender os direitos da Santa Sé e dos religiosos Mendicantes no Consistório de Anagni. O Pontífice ficou tão impressionado com ele, que o mandou ficar na cidade e a retomar o ensino, que tanto amava, atribuindo-lhe uma cátedra na Universidade Pontifícia.

Na cátedra, como Bispo, e seus últimos anos

Por sua surpresa, em 1260, o Papa nomeou Alberto novo Bispo de Regensburg. Ao voltar à sua pátria, o Santo empenhou-se, como assiduidade, para fortalecer a paz entre os povos.
Em 1274, o Papa Gregório X convidou-o, novamente, a participar do segundo Concílio de Lyon, mas, no caminho de volta, recebeu uma notícia, que jamais queria receber: o falecimento de Tomás, um duro golpe para Alberto, que o amava como um filho, sobre o qual teve apenas a força de comentar: "A luz da Igreja se apagou".
Por isso, começou a pedir, com insistência, a Urbano IV, para isentá-lo do cargo pastoral e se retirar para Colônia. E o Papa lhe permitiu.
Continuando a escrever e a rezar, Alberto faleceu em 15 de novembro de 1280. Pio XI o canonizou em 1931 e o proclamou Doutor da Igreja. Dez anos depois, Pio XII o declarou Padroeiro dos cultores de Ciências naturais.

S. José Pignatelli, presbítero jesuíta
S. José Pignatelli, presbítero jesuíta
José, pertencente a uma família nobre espanhola, entrou logo para a Companhia de Jesus, onde se distinguiu pela sua caridade e humildade. Expulso do país, junto com seus confrades, contribuiu para a restauração da Companhia, em toda a Europa, da qual foi seu principal artífice até à morte, em 1811.  

Nascido em 1737, no castelo da família, em Zaragoza, José Pignatelli y Moncayo – seu nome no civil - era descendente de uma família nobre. Aos 12 anos, junto com seu irmão, entrou para a Companhia de Jesus. Tornando-se logo exemplo de virtude, caridade e humildade, fez o Noviciado com os Jesuítas da província de Aragão, já santificada por São Pedro Claver, onde foi ordenado sacerdote, em 1762.

Amável educador e "pai dos enforcados"

José tinha um sonho: ser enviado em missão entre os índios da América, mas jamais conseguiu, porque, quando jovem, fora acometido pela tuberculose que, depois, se tornou crônica, ficando com saúde precária. Por isso, começou a ensinar gramática na escola de Zaragoza, distinguindo-se por suas excelentes qualidades de educador. Mas, não lhe era suficiente: foi um dos últimos a exercer seu apostolado. Assim, começou a frequentar os pobres e a visitar os prisioneiros, detendo-se, de modo particular, com os condenados à morte, aos quais dava coragem e consolação, o suficiente para receber o apelido de "pai dos enforcados".

Expulsão da Espanha

Em 1767, as coisas se complicaram. A Companhia de Jesus encontrava-se em maus lençóis por toda a Europa, tanto que os Jesuítas foram expulsos, consecutivamente, dos países onde atuavam: da França, do Reino das Duas Sicílias, dos Ducados de Parma e Piacenza, de Malta e Portugal; sobreviveram apenas na Rússia, Prússia e região da Silésia. Por fim, o rei Carlos II os expulsou também da Espanha. José decidiu não se valer da sua nobre linhagem para evitar o exílio. Por isso, partiu com três confrades para a Itália. O golpe final deu-se em 1773, quando Clemente XIV decretou a dissolução da Companhia de Jesus.

Grande restaurador da Companhia de Jesus

Desta forma, José entendeu qual seria a sua missão: contribuir para o ressurgimento dos Jesuítas. Enquanto se encontrava com seus confrades em Bolonha, reuniu, com o consenso do Papa Pio VII, todos os membros dispersos por toda a Europa: eis o primeiro passo da restauração. Mais tarde, Padre José Pignatelli conseguiu abrir um seminário em Colorno, no Ducado de Parma, onde foi Mestre dos Noviços.
Somente em 1800, Pio VII dispôs o renascimento definitivo daquela Ordem, que não tinha desaparecido, completamente, graças ao zelo apostólico de José, ao ser eleito Padre Provincial.
Antes da sua morte, ocorrida em 1811, José de Pignatelli conseguiu presenciar à abertura de duas novas Casas, em Roma e Nápoles.
Pio XII o canonizou em 1954.

S. Macuto
S. Macuto
A tradição diz que Maclóvio ou Macuto nasceu no Gales, onde evangelizou os Bretões, não distante da cidade de Aleth, que hoje recebe seu nome. Viveu entre o VI e o VII séculos e faleceu no ano de 649. Sua festa é celebrada em 15 de novembro.  

Bispo na Bretanha

Maclóvio foi nomeado Bispo, mas não manteve o cargo. Algumas discussões levaram-no a abandonar seu rebanho e a deixar seu encargo episcopal a outro. Dirigiu-se para Aquitânia e, em Saintonge, concluiu sua peregrinação terrestre.
Maclóvio estudou em uma escola monacal de Llancarfan, no Gales, fundada por São Cadoc, e ali viveu como monge.
Segundo a tradição, ao tornar-se Bispo de Macuto, deixou Glamorgan, junto com alguns companheiros, tomou o navio e fez uma parada na ilha do eremita Aarão. Aconselhados pelo eremita, os monges foram para Aleth, uma cidade de antigas terras dos Coriosolitas.

Fugiu das perseguições

Enquanto as perseguições se enfureciam contra os habitantes de Aleth, Maclóvio retomou seu caminho encontrando refúgio em Saintonge. A pedido dos habitantes de Aleth, devastada pela peste e a penúria, Maclóvio voltou do exílio. Tendo sobrevivido à praga da peste, regressou para Saintonge, onde faleceu em 16 de novembro de 649.
Os cristãos de Aleth conseguiram algumas das suas relíquias. Durante a invasão dos Normandos nas costas da Bretanha, as relíquias de São Maclóvio foram custodiadas na Île-de-France, mais precisamente em Saint-Jacques du Haut-Pas, em Paris.

Igrejas dedicadas a São Maclóvio

A igreja de São Maclóvio, em Bully, diocese de Arras, deve seu nome a Macuto ou Maclóvio. Seu busto, com paramentos episcopais, em um falso relicário de carvalho do século XVII, encontra-se no coro da igreja. Na região parisiense, a catedral de Pontoise é dedicada a ele.
 

Versículo do Dia

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3)

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